CD DEUSZEBUL Abandono (Digipack)

R$20,00

Descrição

Mais um lançamento Libertinus Records em parceria com o Deuszebul. 

Recorded by Patrick Schafstein Between 

September 2016 and january 2017 – Natal/RN, Brazil.

Mixed And Mastered By Adriano “Dr.Gore” Sabino.

Cover By Daniel Nec | Photo by Neto Costa

All songs and lyrics by Deuszebul 

I. Emanações Sobre a Catalepsia

A calmaria no cetim negro 
goles de torpor 
estado inerte 
droga que acalma 

Tropeços catalépticos 
seu inferno é o medo 

Mudo, amordaçado 
calado, engolido 

distorções de seu acalanto 
cova de dores 
cova sem flores, sem cruz 

resquícios de outrora 
de um outono que desaba 
da travessia entre o nada e o nada

II. Discípulo

Sua mão escureceu meu caminho 
eras arruinadas e minha sorte é a culpa 
sou sua sobra, sua imagem, sua escolha 

castrado de minhas vontades 
ergui um império por seu amor 
império de culpas e pecados 
onde mentira se tornou meu nome 

Ser sua semelhança não é dádiva 
marionetes no seu jogo

III. O de 100 nomes e o amor

O início do amor no universo 
passando-se por perverso 
ensaiado num discurso doloroso 
os anos se passaram 

o amor mudou para o martelo na mão 
de quem diz que ama 
Por que amar? 
Por que amar? 

Se um coro de vozes ardentes bravejam: 
Derrama! Derrama! Para que marque o chão! 
E o nosso amor volte sem perdão!

IV. Cego

Não é uma dor da carne 
Abandono! 
Virtudes tolas e desgastadas 
as mãos atadas sobre o fascínio 

o enterro das paixões 
atado a uma cegueira milenar 

Privada da dança, do gozo 
a carne apodrece e morre

V. Senhor do Fim

Aqui começa o fim! 
Cessando a dor 
que a covardia se desintegre no beijo 
e o acalanto nas sombras do tempo 

mãos que acariciam como cetim 
confortam no prazer da carne 

Olhos de labirintos 
que seduzem com seu brilho fóssil 

o brilho que se ergue 
como último suspiro de alívio 
Imunda o peito com desejo 
e engole a alma na calmaria do silêncio 

envolve em seus braços 
sufoca no aperto de serpente 

e no sabor de sua boca 
o desarranjo dessa vida 
és onde descansa o tolo

VI. Cárcere

Indefesa, a alma 
aprisionada no lodo 
esfria dos prazeres 
carcerada no divino, adormece 
soterrada na apatia e no torpor 
Aniquilada, a razão 
condenada as ilusões 
o divino aqui te rouba 
mascarada em um amor servil.

VII. Novo Messias

O que corre em suas veias é gélido e venenoso 
palavras que retorcem e machucam como o apodrecer 
há tantas gostos que não se devem provar 
vontades que devem ser guardadas 
não há como amar tendo o coração pulsando amargor 
não há como sonhar pregando a ruína 
daqui se ergue a decadência 
engatinhando na direção das paredes insólitas da loucura 
a inversão do louvor decreta a estupidez 
fulmina seus desejos 
ajoelha-te perante o carrasco 
a doutrina do novo messias 
das lágrimas que lavam o sangue 
brote a razão e se erga forte sobre o castigo

 

 

ENTRAR | CRIAR CONTA